Manual da Igreja

O presente manual tem o objetivo de orientar os membros no que diz respeito ao modo de ser da Igreja, suas diretrizes.

A Igreja está dividida em duas áreas: espiritual e administrativa. Na área espiritual situa-se todas as atividades e assuntos de natureza bíblico/doutrinário/teológico, tais como: ensino bíblico, evangelismo, discipulado, aconselhamento, música, pregação e afins. Na área administrativa encontra-se a diretoria estatutária, ação social, serviços diversos e afins.

Definições:

PRESBITÉRIO – é a assembleia de Presbíteros da Igreja.

PRESBÍTERO – é a pessoa reconhecida como tendo autoridade em relação aos assuntos de natureza bíblico/doutrinário/teológico.

ORAGANISMO - é o corpo de Cristo, a Igreja invisível. É a parte espiritual

ORGANIZAÇÃO – é a parte funcional, a estrutura administrativa.

1.Como se tornar membro da Igreja?

1.Para se tornar membro da Igreja, o interessado deve solicitar formalmente seu interesse ao PRESBITÉRIO, que após observadas as exigências do estatuto, no seu capítulo III, aprovará a inclusão do mesmo.

2.Os interessados que forem aprovados deverão participar de culto solene onde testemunharão que são conhecedores do Estatuto, bem como de seus direitos e deveres, sendo este culto registrado em Ata.

3.Os interessados deverão fornecer cópias de documentos pessoais e certidão de nascimento e/ou casamento para o ingresso na membresia da Igreja.

2.Como funciona a liderança na Igreja Betesda?

1.A Organização é dirigida por uma diretoria administrativa, também chamada de Diretoria Estatutária, que não tem ingerência nas decisões de caráter bíblico/doutrinário/teológico.

2.O Organismo é o Corpo de Cristo. É a Igreja espiritualmente falando. Cristo é o cabeça, o líder. Quem rege é a Bíblia. No entanto, Deus outorga a seres humanos esta administração espiritual, que aqui nós chamamos de Ministros.

3.Quem está apto a assumir algum cargo?

1.É preciso ser membro da Igreja há pelo menos um ano, participante ativo nos trabalhos da Igreja e que seja contribuinte financeiramente (dizimista).

2.Para a função de Presbítero, o candidato tem que ser aprovado nos critérios de 1Tm 3.1-13; Tt 1.6-9.

3.Para os demais cargos ou funções, os candidatos devem também apresentar habilidades comprovadas para as áreas a qual pretende ou é indicado. Bom testemunho de prática cristã, comportamento ético e moral ilibados.

4.Para todo e qualquer cargo ou função, o candidato deve preencher o Questionário de Qualificação, assinar o termo de compromisso e prestar o juramento. Para função de Presbítero, a esposa do candidato também deverá preencher Questionário de Qualificação, assinar o termo de compromisso e prestar o juramento.

5.O PRESBITÉRIO é a comissão permanente de indicações a todo e qualquer cargo. A Assembleia tem a prerrogativa de outorgar ou rejeitar os indicados

6.Sobre divórcio.

A IGREJA reconhece que o divórcio é proibido na Bíblia. No entanto, devido a “dureza de coração” (Mt 19.8) reconhece duas cláusulas de exceção: comportamento adúltero e abandono. Em 1Co 7 temos as bases para tratar do assunto casamento, divórcio e membresia na IGREJA.
Digo, porém, aos solteiros e às viúvas: é bom que permaneçam como eu. Mas, se não conseguem controlar-se, devem casar-se, pois é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo”. (v. 7,8).

Se tomamos o termo solteiro como também se referindo a alguém que já fora casado, mas agora divorciado, então podemos considerar que estão livres para casarem-se mais uma vez.  Esta possibilidade é uma concessão levando em conta que, antes da conversão, a pessoa pode ser considerada ignorante quanto as doutrinas bíblicas e por isso seus erros foram cometidos na ignorância.
“Aos casados dou este mandamento, não eu, mas o Senhor: que a esposa não se separe do seu marido. Mas, se o fizer, que permaneça sem se casar ou, então, reconcilie-se com o seu marido. E o marido não se divorcie da sua mulher”. (v. 10,11).

O crente tem uma vantagem sobre o não crente: o Espírito Santo, que é quem capacita o ser humano à obediência e perdão. Quando alguém tem o Espírito, ele é capaz de desenvolver a virtude do perdão para perdoar seu cônjuge e da obediência para se submeter à Palavra de Deus e se preciso for, suportar qualquer sofrimento infringido pelo cônjuge rebelde. Por isso, uma vez tendo sido iluminados pelo poder do Espírito, não há justificativa que valide o divórcio. Mas se ainda assim um dos cônjuges quiser dar ação ao divórcio, ele deve permanecer solteiro, com a possibilidade de reconciliar, ou permanecer solteiro até a morte.
Aos outros eu mesmo digo isto, e não o Senhor: se um irmão tem mulher descrente, e ela se dispõe a viver com ele, não se divorcie dela. E, se uma mulher tem marido descrente, e ele se dispõe a viver com ela, não se divorcie dele. Pois o marido descrente é santificado por meio da mulher, e a mulher descrente é santificada por meio do marido. Se assim não fosse, seus filhos seriam impuros, mas agora são santos. Todavia, se o descrente separar-se, que se separe. Em tais casos, o irmão ou a irmã não fica debaixo de servidão; Deus nos chamou para vivermos em paz”. Você, mulher, como sabe se salvará seu marido? Ou você, marido, como sabe se salvará sua mulher?  Entretanto, cada um continue vivendo na condição que o Senhor lhe designou e de acordo com o chamado de Deus. Esta é a minha ordem para todas as igrejas. Foi alguém chamado sendo já circunciso? Não desfaça a sua circuncisão. Foi alguém chamado sendo incircunciso? Não se circuncide. A circuncisão não significa nada, e a incircuncisão também nada é; o que importa é obedecer aos mandamentos de Deus. Cada um deve permanecer na condição em que foi chamado por Deus. Foi você chamado sendo escravo? Não se incomode com isso. Mas, se você puder conseguir a liberdade, consiga-a. Pois aquele que, sendo escravo, foi chamado pelo Senhor, é liberto e pertence ao Senhor; semelhantemente, aquele que era livre quando foi chamado, é escravo de Cristo. Vocês foram comprados por alto preço; não se tornem escravos de homens. Irmãos, cada um deve permanecer diante de Deus na condição em que foi chamado”. (v. 12-24).

Os conselhos aqui são para casamentos mistos, quanto um cônjuge se converte e o outro não.  A orientação é para que mesmo assim não haja divórcio. Contudo de o inconfesso quiser separa-se, então o crente não precisa forçar a continuidade da união. A frase “não fica debaixo de servidão” é inconclusiva para se afirmar com liberando a parte inocente para um novo casamento. Entendemos que é melhor o abandonado permanecer solteiro enquanto houver possibilidade de reconciliação. É possível que o abandonador se arrependa e queira voltar.

Isto posto, temos as seguintes lições práticas quanto a divórcio e novo casamento e sua consequente membresia na Igreja por parte das pessoas envolvidas.

O divórcio é pecado e é uma flagrante desobediência ao desejo original de Deus. Devido a dureza do coração humano, aceitamos duas situações em que toleramos o divórcio: comportamento imoral e abandono.

Quando um divorciado pode fazer parte do rol de membros da Igreja?

  1. Quando ele for a parte inocente nas duas situações de exceção.

  2. Quando não for possível determinar com clareza sua inocência desde que fique solteiro ou reconcilie-se com seu cônjuge.

  3. Quando seu divórcio ocorreu antes da conversão e puder dar provas materiais deste fato.


Sendo assim, perderá a condição de membro da IGREJA aquele que:

  1. Der motivo de divórcio por qualquer natureza.

  2. For considerado a parte culposa pelos Presbíteros da IGREJA.


Se a pessoa julgada culpada pelo divórcio desejar continuar frequentando a IGREJA poderá fazê-lo no entanto na condição de PARTICIPANTE, conforme o Art. 20 do Regimento Interno.

7. Divorciado pode ser um líder?

Para ocupar assento no PRESBITÉRIO não, pois esta é uma exigência de 1Tm 3. Mas para outros cargos na diretoria ou em departamentos, observadas algumas circunstâncias, podem.

8. Sobre as contribuições financeiras?

1.Todo membro se compromete a contribuir financeiramente, conforme nosso estatuto e a Palavra de Deus (Ml 3.10; 2Co 9).

2.Não exigimos que o contribuinte declare o quanto está doando, mas de acordo com a Bíblia, ele tem que ser fiel sob pena de pecar contra Deus (At 5).

3.O contribuinte que quiser declarar valores deve solicitar ao tesoureiro os envelopes identificados e sempre buscá-lo na tesouraria.

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